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Multiculturalismo maliciosoWilliam F. PinarResumoQuando "identidade" primeiramente entrou no debate acadêmico norte-americano, três décadas atrás, foi um bem recebido desafio ao eurocentrismo patriarcal, demandando e recebendo reconhecimento e inclusão ao que antes tinha sido excluído do conhecimento: raça-classe-gênero. Em anos recentes, William Pinar defende que esse triunvirato tem se tornado um catecismo; fortes tendências em direção ao que Pinar sugere ser "um essencialismo estrategicamente disfuncional" vitimizando atualmente o trabalho de reconhecimento, inclusão e compreensão. Ao invés de enfatizar a heterogeneidade do social, o multiculturalismo tem transmitido políticas de identidades "balcanizadas". Fazendo referência à Zitkala-Ša, pedagoga pública aborígene norte-americana, Pinar defende a centralidade da autobiografia na reconstrução subjetiva que acompanha o currículo multicultural.
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