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Im/Possibilidades na educação de surdos: discussões sobre currículo e diferençaMadalena Klein e Daniele de Paula FormozoResumoEste artigo discute a trajetória da educação de surdos nos últimos anos a partir da articulação do documento “Que educação nós surdos queremos” — proposto e redigido por um grupo de lideranças surdas — com duas pesquisas realizadas com professores surdos e ouvintes envolvidos na educação de surdos. Através de cruzamentos das pesquisas e do referido documento, propomos um “diálogo” em que semelhanças e dispersões nos ajudam a sinalizar as im/possibilidades na educação de surdos, tomando como referências temáticas: as marcas surdas, suas implicações currículares e a língua de sinais, entre outras. Nossas análises inscrevem a educação dos surdos no campo dos Estudos Culturais e dos Estudos Surdos, que pensam a surdez não como deficiência, mas como uma diferença estabelecida através da experiência visual que produz uma cultura própria, mediada pelo uso da língua de sinais. A educação de surdos mantém-se em uma arena de lutas por sentidos em que a diferença surda é contestada, necessitando permanentemente ser pontuada como uma marca presente nos espaços educacionais. Não é nossa intenção dar conta dessas discussões, mas colocá-las em pauta e contribuir para a construção das políticas educacionais para surdos.
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