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Reestruturação curricular e auto-intensificação do trabalho docenteÁlvaro Moreira Hypolito, Jarbas Santos Vieira e Laura Cristina Vieira PizziResumoNeste artigo discutimos os impactos dos processos de reestruturação educacional e curricular propostos pelas atuais políticas neoliberais, que tem afetado a fabricação das identidades docentes e, principalmente, intensificado o trabalho de professores e professoras. Esses processos trazem modificações para o trabalho educativo em termos de maior ou menor controle pedagógico, maior ou menor autonomia do professorado sobre o seu fazer e pensar e, junto a isso, um aumento da intensificação do trabalho. Isso faz com que os efeitos sobre o trabalho docente tenham repercussão direta sobre as práticas curriculares. Como parte desse movimento, novos requisitos educacionais passaram a ser exigidos do professorado e das escolas: o princípio da competência e modelos gerencialistas de avaliação do sistema são alguns deles. Por fim, pensamos que essas mudanças não somente tem interferido nos corpos, mas também, e talvez principalmente, no emocional do professorado, fazendo com que os processos de intensificação se internalizem e se transformem em processos de auto-intensificação. O conceito de biopoder nos permite ver a intensificação do trabalho docente como produção de identidades, que produz efeitos sobre os/as docentes no processo de produção de si.
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