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Manuais pedagógicos e formação docente: elos de poder/saberMaria Isabel Edelweiss BujesResumoQue crianças “povoam” os manuais pedagógicos que circulam nos cursos de formação de professoras? Tomando tais manuais como uma versão específica de “livros didáticos”, a investigação aqui apresentada selecionou como seu foco três obras utilizadas largamente na formação de professoras para a 1ª etapa da Educação Básica – a Educação Infantil: Qualidade em Educação Infantil (Zabalza, 1999), Aprender e ensinar na educação infantil (Bassedas, Huguet e Solé, 1999) e As cem linguagens da criança (Edwards et al., 1999). A análise em curso, de inspiração pós-estruturalista, identificada com compreensões da linguagem configuradas a partir da “virada lingüística” discute especificamente proposições endereçadas às futuras professoras que tratam de alguns “objetos” pedagógicos. Neste trabalho, examinam-se formulações que se circunscrevem a dois dos focos da investigação: a criança e a produção de sua regulação moral. O exame das formulações discursivas problematiza como a leitura de tais manuais acaba por constituir formas específicas de verdade sobre as crianças, as professoras, as práticas pedagógicas... Esta análise problematiza o vínculo de tais discursos com uma racionalidade de governamento (na perspectiva foucaultiana) e seus efeitos nos processos de subjetivação de crianças e docentes em formação.
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