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Sobre o “sonho glorioso de derramar sobre a infância mineira o bálsamo vivificador do ensino público”: fragmentos de recepção da reforma do ensino primário em municípios das Minas Gerais (1906-1912)Tarcísio Mauro VagoResumoNeste artigo realiza-se um contraste entre as prescrições contidas na reforma do ensino primário promovida pelo governo de Minas Gerais, em 1906 – condensada no aparecimento dos grupos escolares e em um novo programa de ensino – e os indícios de sua recepção pelos protagonistas que nela são envolvidos (diretores, inspetores, professores, pais, crianças). Tomou-se como referência a passagem de 5 anos desde a edição dos ordemamentos da reforma para então flagrar um instante de seu movimento, por meio do que os registros presentes em relatórios produzidos por diretores e inspetores em 1911 e 1912 deixaram ver das práticas escolares. Essa escala de tempo reduzida permitiu uma aproximação com mais detalhes do andamento da reforma, procurando compreender os (des)caminhos percorridos ou construídos pelos sujeitos, o movimento que realizam (ou deixam de realizar), tentando captar seus modos de fazer a escola, nos conflitos, nas tensões, na adesão ou na recusa às proposições da reforma, nas maneiras de produzir sentidos para suas ações. Foi possível entrever que a reforma e a pretendida afirmação de um novo molde escolar realizava-se em meio a maneiras muito diversas de pensar, de organizar e de realizar a escola primária.
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