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Juventude monstruosa: subjetividade e sexualidade no currículo do OrkutShirlei Rezende Sales do Espírito Santo e Marlucy Alves ParaísoResumoEste trabalho tem como objetivo analisar o processo de produção de subjetividades juvenis engendrado pelo discurso da comunidade do Orkut “Eu odeio estudar”, site de relacionamentos mais acessado no Brasil com mais de 40 milhões de usuárias/os, sendo, portanto, um importante artefato midiático-cultural da contemporaneidade. Com base nos estudos culturais, na teoria queer e em conceitos foucaultianos, considera-se neste trabalho que a subjetividade é produzida discursivamente, por meio de várias técnicas, procedimentos e exercícios disponíveis na cultura, com o objetivo de regular as condutas. O argumento desenvolvido é que o currículo do Orkut ensina determinados “modos de existência” juvenis, definidos por certas condutas em relação à escola e à sexualidade, transformando a diferença em monstro. Para isso, são travados grandes duelos entre os membros da comunidade, utilizando como referência padrões estabelecidos, que compõem os regimes de verdade do nosso tempo. Assim, é produzida a juventude vagabunda em oposição à juventude nerd, ambas subjetividades pautadas em padrões advindos do processo de normatização social, o qual atua conjuntamente na escola e no Orkut.
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