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Currículo sem Fronteiras
 
   
 Revista para uma educação crítica e emancipatória   ISSN 1645-1384

O Conhecimento Moderno-Ocidental à Luz do Pensamento Decolonial Latino-Americano: aprender, desaprender e reaprender a partir dos movimentos sociais

Débora Ribeiro

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Resumo

Este texto parte da premissa de que o conhecimento moderno-ocidental é eurocêntrico e pratica o desperdício de experiências, pois desconsidera aqueles conhecimentos que não se enquadram na perspectiva do racionalismo, objetivismo, atemporalidade, enfim, em todas as características definidas como legitimadoras do conhecimento. Tal processo é datado e inicia em 1492 com a conquista da América, em que não apenas os diferentes povos são hierarquizados, mas também suas formas de conhecer. Daí advém o conhecimento produzido nas universidades (e atualmente nas empresas e indústrias) a partir dos séculos XVI e XVII, que até os dias atuais é considerado o único capaz de explicar todas as experiências possíveis no mundo. Por isso a concepção do pensamento decolonial é que a injustiça cognitiva global está ligada à injustiça social, o que faz necessário que outro tipo de conhecimento seja construído. Tal conhecimento deve partir das lutas dos movimentos sociais latino-americanos, os quais reivindicam seu reconhecimento enquanto sujeitos epistêmicos e atores políticos. Somente um conhecimento de novo tipo é capaz de oferecer respostas conscientes para as perguntas mais importantes do nosso tempo. Assim, o pensamento decolonial faz uma crítica radical do conhecimento moderno-ocidental e da própria modernidade enquanto projeto eurocêntrico, sendo, portanto, necessário aprender, desaprender e reaprender a partir das lutas e lógicas dos movimentos sociais. Neste texto procuro apresentar sucintamente essa discussão a partir do pensamento decolonial, com o que espero contribuir para uma reflexão crítica acerca do conhecimento que também é veiculado nas escolas brasileiras.

 

 

 
 
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